Onze anos após a sua primeira edição, o Fórum Social Mundial volta a
Porto Alegre e com ele, milhares de militantes antiglobalização vão
protestar contra o mundo das finanças e a crise econômica. O evento
acontece em oposição ao Fórum Econômico de Davos, que começa amanhã. O jornal Metro que circulou hoje na França destaca que estes
movimentos de protesto tinham “perdido o ritmo” nos últimos anos, porém
2011 foi marcado por uma série de manifestações ao redor do planeta que
fizeram ressurgir a força das ruas. Prova disso é o sucesso dos
movimentos dos “indignados”, nascido na Espanha, do “Occupy Wall
Street”, nos Estados Unidos, e das revoluções árabes, nos países
africanos e do Oriente Médio. “Para nós, é uma nova forma do movimento antiglobalização”, disse ao
diário uma das dirigentes da Attac (Associação pela Taxação das
Operações Financeiras e pela Ação Cidadã), uma das principais
organizações do gênero no país. Já o analista Eddy Fourgier, do
Instituto das Relações Internacionais e Estratégicas, avalia, na
reportagem, que, diante da crise econômica, algumas propostas dos
manifestantes, como a aplicação de taxas sobre o mercado financeiro,
acabaram sendo incluídas nos discursos dos lideres mundiais, a exemplo
do presidente francês, Nicolas Sarkozy. “Porém, a marca de fábrica dos
‘anti’ é associar as mudanças locais às mudanças globais. E os
indignados têm preocupações mais nacionais do que globais”, explica.
Fonte: portugues.rfi.fr