A Libertadores de 2012 começa amanhã
para Corinthians e Santos. Os dois representantes do futebol paulista
têm apostas distintas na briga pelo título. O Corinthians, com estreia
marcada contra o Deportivo Táchira, da Venezuela, vai jogar suas fichas
na força do conjunto e experiência. E o Santos, que inicia a corrida
pelo tetra diante do The Strongest, da Bolívia, vai de Neymar e na
esperança da plena recuperação de Paulo Henrique Ganso.
Aliás,
o meia santista está disposto a esquecer por um tempo os problemas de
relacionamento com o Santos e usar a Libertadores para voltar como antes
das contusões e da cirurgia no joelho esquerdo. No embarque do time
para a Bolívia, ontem, Ganso falou pouco, mas mesmo assim demonstrou ser
um dos jogadores mais motivados para a estreia amanhã, às 19h45
(horário de Brasília), em La Paz.
"Quero
ser o Ganso do ano passado melhorado", disse o meia. "Quero ajudar o
Santos a conquistar as vitórias e brigar pelos títulos". Depois de ser
decisivo nos jogos mais importantes da campanha da conquista do título
de 2011, ele sabe que está diante da grande oportunidade de voltar a ser
o armador cobiçado por grandes times da Europa, com possibilidade de
uma transferência para o exterior na janela do meio do ano.
O
jogo de amanhã será o quarto de Ganso em 2012, ainda sem uma grande
atuação, mas com alguns momentos brilhantes, como no clássico contra o
Palmeiras, em Presidente Prudente, quando colocou a bola na cabeça de
Neymar para que o atacante marcasse seu 100.º gol como profissional.
Diante
Botafogo, em Ribeirão Preto, Ganso fez mais uma assistência perfeita
para que Neymar marcasse gol idêntico, um dos seus três na goleada por 4
a 1.
Nova
função. O meia tem consciência do seu talento e sabe que está devendo
futebol, mas tem se esforçado para se adaptar à nova função em que
Muricy Ramalho quer vê-lo atuando: mais recuado, quase como um segundo
volante, ajudando na marcação ao lado de Arouca e na saída de bola da
defesa para o ataque.
Seria
uma alternativa para Muricy reorganizar o setor que tem sérios
problemas com Henrique e Elano. O primeiro não repete as atuações que
tinha no Cruzeiro, e Elano não consegue superar a interminável má fase
desde o pênalti perdido contra o Paraguai na Copa América de 2011.
É
provável que o treinador já tenha imaginado o time com volantes mais
técnicos, como Arouca e Ganso, para encaixar Alan Kardec no ataque ou
Felipe Anderson no meio.
Recuado
ou não, Ganso sabe que começar bem a Libertadores é fundamental. "Nós
sabemos pouca coisa do The Strongest. Agora, independentemente de quem
nós vamos enfrentar, o fato de sermos os detentores do título é uma
responsabilidade a mais", disse o meia. "O Santos precisa começar a
Libertadores vencendo para que possamos ir em busca do título neste ano
também."
O
Santos já está em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, desde ontem para
estrear contra o The Strongest, amanhã, nos 3.367 metros de altitude de
La Paz. A segunda etapa da viagem, de Santa Cruz de La Sierra para La
Paz, será horas antes do jogo, em voo fretado. O time deve ter: Rafael,
Fucile, Edu Dracena, Durval e Juan; Arouca, Henrique, Elano e Ganso;
Borges e Neymar.